segunda-feira, 19 de outubro de 2009

AGRICULTURA FAMILIAR



ATÉ 90% DOS ALIMENTOS BÁSICOS CONSUMIDOS NO RN VEM DA AGRICULTURA FAMILIAR

José Vicente da Silva, 55 anos, sempre trabalhou com agricultura. Há nove anos, ele aprendeu a criar abelhas e depois se envolveu com produção de polpas de frutas, além de manter uma pequena lavoura com hortaliças, 70 galinhas e três cabeças de gado. Com ajuda da esposa, das três filhas e dos três genros, ele consegue se manter, colocar os produtos no mercado e ter uma perspectiva otimista nos negócios. São características comuns aos agricultores familiares, considerados responsáveis por conferir segurança alimentar no país. No Rio Grande do Norte, a área cultivada por eles é de aproximadamente um milhão de hectares – ou um milhão de campos de futebol -, de acordo com o Censo Agropecuário 2006, divulgado recentemente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De criação de abelhas a suínos, passando por cultivo de hortaliças e produção de polpas de frutas, um exército de pequenos agricultores garante alimentação de qualidade nas mesasdos potiguares, além, é claro, de conseguirem seu próprio alimento. “Partindo-se do princípio que o agricultor familiar planta boa parte das culturas para a própria alimentação, sem uso de muito maquinário e sem aplicação de produtos químicos, há uma tendência de ela gerar produtos mais saudáveis”, fala Tarcísio Soares, engenheiro agrônomo e coordenador do Censo no RN. Porém, ele adverte que deve ser feito um cruzamento de dados sobre os produtores e a utilização de produtos químicos para se ter essa relação de forma mais exata.

Segundo o agrônomo, os agricultores familiares produzem “de tudo, um pouco” mas o item que mais se destaca é o arroz: a agricultura familiar é responsável por 90% da produção do RN. Em seguida, vêm feijão (86% da produção), milho (83%) e mandioca (61%). Na pecuária, a criação de suínos representa 75% de todo o plantel do RN. Os bovinos tem fatia de 48% do rebanho total. O tamanho médio das propriedades em que se pratica a agricultura familiar é de 14,69 hectares.

Soares fala que, como a produção em áreas pequenas está voltada principalmente para o mercado interno, costuma-se considerar que o segmento garante a segurança alimentar do brasileiro. Questionado se essa representatividade foi conseguida através de alguma política pública, ele fala que ela não mudou ao longo dos anos. “Não acho que aconteceu uma mudança brusca da representatividade e sim uma maior transparência do que cada grupo produz (com a melhor definição de agricultura familiar). Assim, temos um melhor retrato de quem é essa gente e o que eles cultivam. Mas também é perceptível o apoio que os governos têm dado ao setor nos últimos anos”.

Mais dinheiro para investir

O agricultor José Vicente da Silva trabalha com a família em um assentamento do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) no município de Macaíba, na Região Metropolitana de Natal. “Dentro do sindicato dos trabalhadores rurais de Macaíba, eu aprendi a fortalecer essa cultura de trabalhar, produzir, resistir e seguir em frente”, comenta o agricultor. Em sua propriedade de 1,8 mil metros quadrados, Vicente cultiva milho, feijão, batata doce e macacheira. Quanto às frutas, um dos genros fala que eles vendem “da letra A à letra U”, referindo-se aos sabores, que são 20 no total.

Entre caixas de abelhas do tipo uruçu, jandaíra e mosquitinho, Vicente explica que o mel em sua propriedade é de um exemplar “africanizado”, mistura das abelhas italiana com africana (muito agressiva). O apurado da família fica em torno de R$ 800 por mês, sendo que um terço desse valor vem do mel e o restante das polpas. “Dá para a gente progredir porque não gastamos nada com alimentação”, diz ele. E o progresso está ao lado de sua casa, simbolizado por um veículo Gol, modelo 1989, que custou R$ 5 mil. “O carrinho vai servir para o manejo das abelhas e ir para a feira com as polpas de frutas”, conta, orgulhoso. E ainda faz questão de mostrar a sua “farmácia natural”, apontando para um bem cuidado pé de mastruz.

Opções de venda

Além da venda em feiras e no comércio varejista, uma forma de os agricultores familiares como José Vicente garantirem o escoamento de parte da sua produção é vender para Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), uma empresa de economia mista vinculada ao Ministério da Agricultura. A Conab, através do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), seu carro-chefe, estabelece a prática de pagamento de preço mínimo, mais alto do que o oferecido por atravessadores.

“Nós garantimos mercado a um preço satisfatório para o pequeno produtor. Os atravessadores querem colocar o preço lá pra baixo e terminam lucrando muito quando vendem para o comerciante final. Uma prática onde quem termina ganhando menos foi quem produziu, o início da cadeia”, explica o coordenador do PAA, Sebastião Arruda Júnior.

A Conab só compra de organizações regularizadas jurídica e fiscalmente, sejam associações ou cooperativas. As três modalidades de atendimento são a compra direta, que trabalha somente com grãos (milho feijão arroz, sorgo), farináceos (farinha de mandioca) e castanha de caju; a doação simultânea, em que a produção é doada para entidades beneficentes do município; e finalmente a formação de estoque, em que são realizados empréstimos para as associações acumularem os produtos e venderem na entressafra, a um preço mais caro.

O tamanho

1.046.131 hectares é a área de cultivo (32,82% do total)

71.210 é o número de propriedades, cujo tamanho médio é de 14,69 hectares

Como está dividida a produção*

Agricultura:
Arroz – 90%
Feijão – 86%
Milho – 83%
Mandioca – 61%
Suínos – 75%
Caprinos – 64%
Bovinos – 48%
Leite (vaca) – 45%

*Participação do produto no consumo do estado

Fonte: dnonline

BOLSA FAMÍLIA COMPLETA SEIS ANOS COM INVESTIMENTOS DE R$ 52,7 BILHÕES



Bolsa Família: o maior programa de transferência de renda do país

Reajuste dos valores, inclusão de novos beneficiários e aprimoramento dos mecanismos de controle fazem do programa um dos principais instrumentos no combate à pobreza e à fome e na promoção da inclusão social

O Bolsa Família, principal mecanismo de transferência de renda do Governo Federal, e que já repassa recursos a 12,4 milhões de famílias em situação de pobreza, completa seis anos nesta terça-feira (20/10). O programa do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) tem orçamento de cerca de R$ 12 bilhões para 2009. Desde que foi criado, em 2003, o Bolsa Família investiu R$ 52,7 bilhões em investimentos.

Além de ter impacto sobre a redução das desigualdades de renda no País, o Bolsa Família tem forte implicação no cotidiano das famílias mais pobres. Mais do que comida na mesa, representa a aproximação da população mais pobre a uma rede de políticas públicas, uma vez que dá visibilidade às situações de vulnerabilidade, levando a proteção social a quem precisa.

O ministro Patrus Ananias destaca a importância do programa para o aquecimento da economia. “Um aspecto bastante positivo do Bolsa Família é que, ao mesmo tempo em que resgata milhões de pessoas da situação de extrema pobreza, ele também transforma essas pessoas em consumidores, ajudando a estimular as economias locais e regionais”, ressalta. Pesquisas do IBGE mostram que os recursos do programa são usados especialmente na aquisição de alimentos, material escolar, medicamentos e vestuário, e utensílios domésticos.

O Bolsa Família vem trazendo avanços e transformação para as comunidades. Tanto em função do alívio imediato da pobreza - com um incremento médio de 30% na renda das famílias - como pela ruptura da pobreza intergeracional. Outro aspecto positivo é o de impulsionar o desenvolvimento dos núcleos familiares, seja pelo aumento da escolaridade ou pela garantia do acesso a serviços de saúde básicos, como a vacinação das crianças e cuidados destinados às gestantes, condicionalidades que as famílias devem cumprir para receber o benefício.

Para a secretária nacional de Renda de Cidadania do MDS, Lúcia Modesto, o Bolsa Família já é uma história de sucesso. “o sexto aniversário do Programa Bolsa Família deve ser comemorado por todos que lutam por um País mais justo e menos desigual”, destaca.

Expansão – Depois de atingir 11 milhões de famílias em 2006, o MDS iniciou uma nova expansão do número de beneficiários do Bolsa Família em 2009. A estratégia desenvolvida pelo Ministério para ampliar o número de beneficiários começou em maio, quando foram beneficiadas 300 mil novas famílias. Em agosto, outras 500 mil passaram a fazer parte do Programa e outras 500 mil foram incorporadas agora em outubro. No total, 1,3 milhão de novos domicílios foram incluídos no Bolsa Família que já atende atualmente a 12,4 milhões de lares. A expectativa do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome é chegar 12,9 milhões de famílias em 2010. A ampliação foi planejada para atender a estimativa feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) com base no Mapa de Pobreza.

Reajuste - Em julho deste ano, o Governo Federal decidiu reajustar os benefícios do Bolsa Família em 10% para manter o poder de compra da população atendida e reforçar a distribuição de renda entre as famílias brasileiras.

Com a alteração, a partir de setembro as famílias beneficiárias passaram a receber valores que variam entre R$ 22,00 e R$ 200,00. Esta foi a terceira recomposição dos valores e dos critérios de atendimento no seis anos de execução do programa. A primeira recomposição nos valores do Bolsa Família, de 18,25 %, ocorreu em agosto de 2007. E, em julho do ano passado, o reajuste foi de 8%.

A renda per capita que caracteriza família em situação de pobreza é de R$ 140,00 e em extrema pobreza é de R$ 70,00. O benefício médio é de R$ 95,00.

Condicionalidades - As contrapartidas que as famílias devem cumprir para receber a transferência de renda do Bolsa Família são chamadas de condicionalidades. No que se refere à saúde, crianças com até seis anos devem ser vacinadas e receber acompanhamento constante, assim como gestantes e mulheres que estão amamentando.

Já famílias que têm filhos com idades entre seis e 17 anos têm que mantê-los na escola e comprovar assiduidade. A freqüência escolar para alunos dos seis aos 15 anos deve atingir 85% das aulas. Para adolescentes com idades de 16 e 17 anos, deve ser de 75%. As condicionalidades, tanto na área da saúde, controlada semestralmente, quanto na área de educação, com acompanhamento bimestral, são consideradas um importante instrumento de inclusão social da população beneficiada pelo Bolsa Família. Os dados são consolidados pelos ministérios da Saúde e da Educação, parceiros do MDS no acompanhamento do Bolsa Família.

Controle - Em agosto deste ano, o MDS criou o Sistema de Monitoramento de Auditorias do Cadastro Único (SIMAC), que visa reforçar o controle do Bolsa Família e aperfeiçoar sua base de dados. Essa ferramenta online, resultado da evolução da série de iniciativas de fiscalização do programa, possibilita uma confirmação mais precisa dos processos de auditoria, pois confronta as informações extraídas de registros administrativos e base de dados diretamente com a realidade das famílias. O sistema facilita o trabalho dos Municípios, que têm a responsabilidade e atribuição legal de cadastrar e identificar as famílias.

Por meio do Sistema, os gestores municipais informam dados adicionais dos beneficiários, identificando qualquer problema de inconsistência nos cadastros. Todos os indícios de incorreções apontados e disponíveis no Sistema deverão ser tratados pelos gestores municipais até 31 de outubro.

Fonte: MDS

ENADE 2009




Estudante pode conferir na internet o local em que vai fazer a prova

Os inscritos no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) de 2009 já podem conferir o local em que farão a prova, marcada para 8 de novembro, às 13h (de Brasília). Participam do Enade, este ano, todos os estudantes do fim do primeiro (ingressantes) e do último ano (concluintes) de curso superior das áreas selecionadas para avaliação.

São considerados ingressantes aqueles que, até 1º de agosto, concluíram entre 7% e 22% da carga horária mínima do currículo do curso. Concluintes são os que, até a mesma data, concluíram pelo menos 80% da carga ou que tenham condições acadêmicas de conclusão do curso no ano letivo de 2009.

Este ano, serão avaliados os cursos de graduação em administração, arquivologia, biblioteconomia, ciências contábeis, ciências econômicas, comunicação social, design, direito, estatística, música, psicologia, relações internacionais, secretariado executivo, teatro e turismo, além de duas áreas novas, a de estatística e a de relações internacionais.

Serão avaliados também, pela primeira vez, os cursos superiores de tecnologia em design de moda, gastronomia, gestão de recursos humanos, gestão de turismo, gestão financeira, marketing e processos gerenciais.

Dispensa — Ficam dispensados do Enade os estudantes que colaram grau até 31 de agosto e aqueles que, na data de realização do exame, estiverem oficialmente matriculados e cursando atividades curriculares fora do Brasil, em instituição de ensino conveniada com a de origem do estudante.

Ingressantes e concluintes em situação irregular nas edições anteriores do exame devem corrigir o problema para poder fazer a prova este ano.

A consulta está liberada na página eletrônica do Enade

Fonte: MEC


HORÁRIO DE VERÃO MUDA ROTINA DOS POTIGUARES


Bancos, aeroportos e programação de televisão obedecem ao horário de Brasília, adiantado em uma hora do horário local.

O horário de verão, iniciado no último domingo (18), muda a realidade dos potiguares em algumas situações como no atendimento aos bancos, nos embarques e desembarques dos voos e na programação de televisão. Isso porque esses serviços atendem ao horário fixado em Brasília, com uma hora adiantada, alterando o atendimento a população.

A partir desta segunda-feira (19), os bancos abrem das 9 às 15 horas, antecipando os trabalhos nas agencias. O aeroporto Augusto Severo também já adiantou os relógios e está trabalhando com o horário de Brasília nos embarques e desembarques dos passageiros.

Mas a maior mudança percebida pela população será na grade de programação televisiva, até mesmo a local, que passa a entrar no ar antes ou depois do horário normal.

Esse é primeiro ano que o horário de verão começa a vigorar após a assinatura de um decreto pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No texto do decreto, o horário de verão começará sempre a partir da zero hora do terceiro domingo dos meses de outubro.

O horário de verão tem data prevista para ser encerrada no dia 21 de fevereiro de 2010 nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste

Fonte: nominuto.com

BANCOS JÁ PODEM CADASTRAR CLIENTES INTERESSADOS NA COBRANÇA ELETRÔNICA DE CONTAS

Os bancos já estão prontos para receber a partir de hoje (19) o cadastramento dos clientes interessados em aderir à cobrança eletrônica de suas contas, abolindo de forma opcional os boletos bancários e simplificando seus pagamentos.

O cadastramento pode ser feito por pessoa física ou jurídica em mais de uma instituição bancária. Trata-se do Débito Direto Autorizado (DDA), desenvolvido por 70 bancos com apoio da Federação Brasileira de Bancos (Febraban).

O sistema é inédito no mundo, segundo o diretor setorial de Serviços Bancários da entidade, Iézio Ribeiro de Sousa.

Já foi feito de forma experimental o pré-cadastramento de 1,044 milhão de clientes. Sousa destaca que o DDA será uma forma prática e segura para pessoas e empresas controlarem suas finanças, evitando uma série de transtornos do dia a dia, com a tramitação dos boletos.

Poderão ser cobradas, mediante autorização do cliente, mensalidades escolares, planos de saúde, condomínios, financiamento de imóvel e de veículo. A cobrança também pode ser suspensa a pedido do interessado. As contas de água, luz, gás e telefone não poderão ser cobradas nesse sistema, apenas por débito em conta, como já é feito.

Atualmente os bancos emitem cerca de 2 bilhões de bloquetos de cobrança por ano, e a expectativa é de que em cinco anos 50% desse total migrem para o DDA. A Febraban vai fazer uma campanha sobre o novo sistema no rádio, na televisão, na internet e nas revistas de bordo de empresas de aviação, explicando ao público como vai funcionar. O setor vai investir R$ 2,5 milhões na propaganda, segundo a Febraban.

O diretor do Departamento de Operações Bancárias e de Sistema de Pagamentos do Banco Central, José Antonio Marciano, afirmou que os bancos poderão cobrar do cliente pelo novo serviço opcional, mas terão que seguir as normas da instituição e do Conselho Monetário Nacional.

O público tem também a seu favor os serviços de proteção ao consumidor, em casos de abuso de tarifação, segundo o diretor. Ele diz que o Brasil sai na frente em automação, mais uma vez, e conta com um dos melhores sistemas de pagamentos do mundo.

Dados divulgados pela Febraban indicam que a abolição do uso total dos boletos eletrônicos significaria uma economia de 1 bilhão de litros de água por ano, reduzindo a emissão de milhões de quilogramas de dióxido de carbono na atmosfera, além da economia de energia.

De acordo com a Febraban, o uso do DDA dará ao cobrador vantagens como agilidade, rapidez, certeza do funcionamento, integridade de dados, e segurança. O público, por sua vez terá facilidade de acesso às contas, sigilo e confidencialidade, segurança, ficará livre de transtornos para o recebimento de correspondência e terá a vantagem da automação de seus pagamentos.

A implantação do DDA foi anunciada hoje em entrevista coletiva por dirigentes da Febraban e de representantes dos 70 bancos que participaram do desenvolvimento do sistema.

Fonte: FEBRABAN

BANCOS LANÇAM SERVIÇO ELETRÔNICO DE PAGAMENTO DE BOLETOS


Mensalidade escolar, planos de saúde, condomínio e financiamentos de imóveis e veículos são exemplos de dívidas que poderão ser pagas por meio do DDA.

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) anuncia hoje (19), em Brasília, o início das operações do Débito Direto Autorizado (DDA). O serviço eletrônico vai possibilitar o pagamento de boletos bancários pela internet, dispensando os boletos impressos.

Mensalidade escolar, planos de saúde, condomínio e financiamentos de imóveis residenciais e de veículos são exemplos de dívidas que poderão ser pagas por meio do DDA.

A entrevista coletiva está marcada para as 8h30. Participam o diretor-geral da Febraban, Wilson Roberto Levorato, o diretor setorial de Serviços Bancários, Iezio Ribeiro Souza, e o chefe do Departamento de Operações Bancárias e de Sistema de Pagamentos (Deban), José Antonio Marciano, entre outros.

Na ocasião também será apresentada a campanha publicitária do novo serviço

Fonte: Agência Brasil

domingo, 18 de outubro de 2009

ASSENTAMENTOS DO RN TÊM VÁRIAS REALIDADES



Pesquisa encomendada ao Ibope, pela Confederação Nacional da Agricultura (CNA) e divulgada durante a semana, levantou graves dúvidas sobre a eficácia da reforma agrária no Brasil. Entre outras coisas, a pesquisa afirmou que 48% dos assentados não produzem o suficiente para sobreviver; 75% não têm acesso aos programas de crédito do governo; e 46% compraram suas terras ilegalmente de terceiros. A pesquisa foi duramente criticada pelas instituições ligadas à reforma agrária no país, como o ministro do Desenvolvimento Agrário, Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (CONTAG).

Diante das divergências, fica a pergunta: como vivem os assentados no Brasil? E no Rio Grande do Norte? Pessoas ligadas à reforma agrária disseram que os assentados do nosso Estado vivem em situações diversas. "Alguns vivem muito bem. Outros com grandes dificuldades", declarou o vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Lavoura de Mossoró, Francisco Gomes.

No assentamento Maracanaú, entre Mossoró e Assú, a vida dos assentados é cheia de dificuldades. As famílias não conseguem sobreviver dos lotes que ganharam. Motivo principal é a escassez de água, que impossibilita a produção de alimentos em períodos não-chuvosos. "No (assentamento) Maracanaú, os agricultores plantam e colhem no período chuvoso, mas depois disso não têm de onde tirar o alimento", relatou Francisco.

Segundo o sindicalista, muitos assentados criam ovinos e caprinos, mas não é o suficiente para sobreviver. A falta de crédito para investimento em produção também é um problema destacado. "O crédito do Pronaf A serve apenas para desmatar e cercar os lotes. Não existem recursos para investir na perfuração de poços que possam resultar numa produção irrigada, por exemplo", argumentou Francisco.

Se em Maracanaú viver da terra é complicado, no assentamento Oziel Alves, às margens da BR-304, a situação é bem diferente. Quem visita o local sente os efeitos da prosperidade de longe, ao ver as áreas exploradas com cultivo irrigado. O sucesso é tanto que os assentados do Oziel Alves contratam trabalhadores de outros assentamentos para produzir e colher para eles. "O (assentamento) Oziel Alves foi criado numa área privilegiada, onde existem diversos poços perfurados, ou seja, água abundante", justificou Francisco Gomes, acrescentando que os moradores têm um ótimo padrão de vida.

Além da água, outra riqueza que ajudou o assentamento Oziel Alves a se desenvolver foi a união. A produção é fruto da parceria de grupos de assentados, que juntaram seus recursos para investir na irrigação e depois dividem os lucros.

O agricultor José Agrício de Miranda Filho é mão-de-obra contrata pelos assentados do Oziel Alves. Ex-funcionário da Maisa e da Nolem, Agrício disse que continua trabalhando para "os outros" porque o governo não lhe dá condições de plantar.

Além dele, diversos outros assentados precisam trabalhar para sobreviver, pois não conseguem tirar o alimento dos lotes que possuem. "Só teríamos como ficar o tempo todo nos lotes se pudéssemos plantar com irrigação, mas esse é um processo caro que o governo não oferece condições", explicou Agrício.

'Há problemas, mas papel está sendo cumprido' O superintendente do Incra no Rio Grande do Norte, Paulo Sidney,reconheceu que os assentamentos apresentam problemas, mas afirmou também que a reforma agrária cumpre o seu papel.

Paulo disse que alguns assentamentos apresentam problemas de evasão, na comercialização da produção, e na agregação de valor à produção e afirmou que o principal problema dos assentamentos é de gestão. "Temos problemas sérios de organização em alguns assentamentos", reiterou.

Paulo ressaltou, porém, que a reforma agrária tem melhorado a vida de milhares de pessoas no Estado e contribuído para o crescimento da produção de alimentos. Segundo ele, o Censo Agropecuário revelou que 60% dos assentados disseram que a vida melhorou, que 69% da renda dos assentados advém da exploração do lote, 14% da renda de fora do lote e 17% da renda da previdência. "Essa renda advinda da exploração do lote só não é maior porque os assentados não quantificam o que consomem do lote como renda", argumentou o superintendente.

Paulo considerou normal a busca por empregos pelos assentados. "Os assentados trabalham de forma sazonal em outras atividades depois do período chuvoso. O que eles não podem é abandonar os lotes. Transformá-los em sítio", advertiu.


Fonte: Jornal de fato

18 DE OUTUBRO DIA DO MÉDICO.



Hoje, é dia do médico. Um profissional, especial, preparado para trazer vidas à luz e cuidar delas, para que tenham uma existência sadia. Ser abençoado, de grande conhecimento e capacidade. Pessoa importante, que merece homenagens não só no seu dia, mas, em todos os dias do ano. Porque com carinho, atenção e amizade, faz dos seus pacientes, indivíduos felizes. Que os raios da luz divina, iluminem a todos os médicos do mundo inteiro e tenha certeza de que a natureza se alegra de você pelo amor que doa, o sorriso e o olhar fraterno que salva vidas.

Todos os que fazem a Secretaria Municipal de Assistência Social de Rafael Godeiro-RN, parabeniza a todos os médicos do mundo, na pessoa do Prefeito do nosso Município Abel Belarmino de Amorim Filho, que também é médico.

"Parabéns pelo Dia do Médico"

HOMENAGEM AO MÉDICO

Quando nascemos,
recebemos diferentes missões.
A sua missão é de salvar vidas!
Pelo talento de suas mãos,
transforma todo homem
em bonança.
Sua alma não se contém diante
do desespero de uma criança
ou de um idoso.
Por isso, você vai operando
milagres, trazendo esperança
a corações desesperançados.
Falar de seu ofício de médico
não é fácil.
Existem muitas dificuldades
e seu trabalho é incansável.
Sabemos que você o faz por
amor ao ser humano,
altruísta sempre.
Não há tempos, nem momentos
para fazer o bem, por isso,
devemos a você nossa saúde.
Você não escolhe dia para exercer a sua profissão.
Para você, todo dia é dia
de salvar vidas.
Por isso, seremos sempre
gratos e rendemos nossas
homenagens.
Nosso sincero agradecimento
de quem sabe que, sem você,
nossa vida não seria tão feliz.
Feliz dia do médico!

(Autor desconhecido)



VOLUNTARIADO


Equipe de voluntários


Irmã Ana Maria Diretora do abrigo idosos Juvino Barreto de Natal-RN

É PRECISO TER INCLINAÇÃO NATURAL PARA CONSEGUIR AJUDAR AO OUTRO

De acordo com a lei, apenas os "profissionais voluntários" podem trabalhar em ONGs e entidades sem fins lucrativos, por exemplo. "O voluntário não pode vir quando quiser: tem que preencher uma ficha dizendo o que vai fazer, quando vai fazer. Muitas pessoas têm o desejo, mas quando percebem o compromisso, talvez por falta de tempo, somem", explica a irmã Ana Maria, que dirige o abrigo de idosos Juvino Barreto há sete meses.

Hoje o abrigo conta com cerca de dez voluntários, a maioria médicos. Mas, de acordo com Ana Maria, os mais de cem funcionários recebem tão pouco que acabam sendo, também, voluntários. "Tem que ter amor ao que faz, tem que saber se colocar no lugar do outro, se não se torna um profissional infeliz". Para a freira, a natureza de cada um está à frente da questão religiosa quando o assunto é voluntariado. "A religião pode ajudar, mas a palavra-chave é o amor". Tereza Galvão concorda. "A gente não aprende a ser voluntário, nasce voluntário". As duas também convergem em um ponto: o altruísmo, na verdade, é uma forma de fazer bem a si mesmo. "Quando estou fazendo alguma coisa por alguém, sinto uma coisa diferente na minha pessoa. Fico mais alegre. É um amor diferente", tenta definir Tereza.

Alguns estudos mostram que o trabalho voluntário pode promover um sentimento de realização, melhorar a auto-imagem e servir como um antídoto para o estresse e a depressão. Esse tipo de atividade também está associado à saúde e à felicidade, e no caso de pessoas com problemas de inserção social ou falta de raízes, por exemplo, ao resgate da autoestima e da identidade. Também não se pode esquecer a possibilidade de crescimento interior do trabalho voluntário. "A gente aprende lições de vida a cada minuto por aqui", exagera Tereza Galvão.

A especialista em voluntariado Mônica Corullón estudou os motivos que mobilizam as pessoas em direção ao trabalho voluntário, e encontrou dois itens fundamentais: o de cunho pessoal, que tem relação com uma inquietação interior que seria preenchida por doação de tempo e esforço, e o de cunho social, que diz respeito ao comprometimento com uma causa e à luta por um ideal. Há também a noção moral de que o altruísmo e solidariedade são valores nobres, a ideia de salvação pela caridade, do ponto de vista dos religiosos, e a cultura da caridade.

Ela também concluiu que esse tipo de atividade no Brasil mudou desde o fim do regime militar. "Um grande sinal de que algo novo estava surgindo foi o impacto que teve a "A Ação da Cidadania contra a Miséria e pela Vida", no início dos anos 90, liderada pelo sociólogo Herbert de Souza, o nosso saudoso Betinho.

As pessoas, muitas delas com raízes na militância contra o regime militar, começavam a perceber que era possível realizar ações socialmente relevantes, sem precisar esperar o advento dessa nova sociedade, um sonho cada vez mais distante", escreveu no artigo Voluntariado, participação e democracia.

Outra mudança, segundo ela, é a visão de que o ajudado não é mais visto como um sujeito dependente, que deve ser comandado, e que o voluntário não se engaja apenas para exercitar a caridade, mas para exercer a cidadania na defesa dos seus direitos e dos outros. Por isso aumentou a participação cívica na forma de abaixo-assinados, interferência nas políticas públicas, entre outros.

As ações voltadas para a comunidade no país, no entanto, ainda engatinham, talvez pela herança cultural de relação de exploração dos colonizadores, talvez porque ainda sejam vistas com preconceito, ligadas a pessoas desocupadas.

De acordo com Mônica Corullón, a noção de cidadania e a sensação de ser agente atuante da história, cada vez mais presentes na sociedade, podem mudar esse quadro

Fonte: nominuto.com

SALÁRIO DE PROFESSOR DA ESCOLA PÚBLICA CRESCEU 53% EM CINCO ANOS, APONTA MEC



Levantamento divulgado pelo Ministério da Educação (MEC) aponta que a média salarial dos professores de escolas públicas da educação básica no Brasil cresceu de R$ 994 para R$ 1.527 entre 2003 e 2008, um aumento de 53% em cinco anos. Entretanto, as distorções permanecem: enquanto um professor de Pernambuco recebeu em 2008 um salário médio de R$ 982, no Distrito Federal a média chega a R$ 3.360. Os valores foram calculados para uma jornada de 40 horas semanais.

Para a secretária de Educação Básica do MEC, Maria do Pilar Lacerda, as disparidades salariais pesam na decisão de um jovem sobre seguir ou não a carreira. Hoje, uma das maiores dificuldades do magistério é atrair novos talentos. Mas ela defende que a criação de um piso nacional para professores traz uma nova perspectiva para futuras gerações.

“Os jovens querem uma boa carreira em termos financeiros, mas também um bom ambiente de trabalho. Nós achamos que o que mais seduzirá os jovens para essa carreira se tivermos uma educação de qualidade”, defende.

O estudo mostra ainda que a diferença entre o salário dos docentes e de outros profissionais com o mesmo nível de formação (ensino superior pelo menos incompleto) tem diminuído. Em 2003, trabalhadores que não eram docentes ganhavam 1,86 vez melhor do que os educadores. Em 2008, a diferença caiu para 1,53.

Para o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Roberto Leão, os valores divulgados pelo MEC não condizem com a realidade. “Eu acho um absurdo, não sei de onde o ministério tirou esses dados. Eles não batem com a realidade do professor brasileiro. Para você ter uma idéia, eu tenho 30 anos de magistério e ganho R$ 2,5 mil”, disse. A CNTE pretende divulgar uma resposta oficial sobre essa pesquisa após analisar os dados.
 
Fonte: MEC